“As medidas não são leves nem rígidas, são as necessárias para o momento”, destaca Lincoln Tejota

Vice-governador ressalta que Governo de Goiás se baseia na ciência e na técnica para definir o enfrentamento ao coronavírus

O vice-governador Lincoln Tejota defendeu na manhã desta quinta-feira (14) que o combate à Covid-19 precisa do apoio e da conscientização da população. Ele falou sobre o assunto durante entrevista à Rádio Lance FM, de Formosa, que alcança municípios do nordeste goiano e do Entorno do Distrito Federal. O vice-governador concedeu entrevista ao locutor Fábio Júnior, no Programa Café com Notícias, que contou ainda com as participações dos professores Fábio Santa Cruz e Maurício Figueiredo e do advogado João Marcelo Hamu Opa.  

“O enfrentamento não é feito apenas pelo governo. A sociedade precisa fazer o seu papel. Não adianta o governo fazer tudo e a população não fazer sua parte, não é um problema que o estado resolve sozinho. O governo precisa do seu povo”, opinou. Nesse momento inédito e difícil para o mundo todo, Lincoln Tejota explicou que a prioridade do governo estadual é salvar vidas. Além disso, ressaltou que a intenção de manter o isolamento social é achatar a curva de contaminação e evitar o colapso no sistema de saúde. 

Sobre a queda nos índices de isolamento em Goiás, Tejota acredita que a população não tem entendido a gravidade da situação. “O governador Ronaldo Caiado tomou as medidas certas na hora certa e isso causa uma sensação de que a situação está tranquila. Mas países como Itália e Espanha que, inicialmente, trataram a doença de forma leve, estão hoje sofrendo as consequências. Quando o governo propõe restrições, é porque elas se mostram necessárias por causa dos estudos já feitos, pelas experiências dos outros países e também pela ausência de medicamento para tratamento”, afirmou.

“Ainda não temos uma vacina ou medicamento comprovadamente eficaz para o tratamento do coronavírus. A solução que temos é o isolamento, o que faz com que o sistema de saúde tenha condições de absorver os casos que precisem de internação. E quando falo isso, não estou falando apenas dos pacientes infectados com coronavírus, mas também de outras condições de saúde, como infartos, acidentes de trânsito e AVC. Se o sistema de saúde entrar em colapso, não há como atender essas pessoas, não importa qual estrutura tenhamos. Estamos vendo países muito à frente do nosso, cujos sistemas de saúde entraram em colapso e não suportaram a demanda. Isso tanto na rede pública, com na rede privada. Não importa se o paciente tem dinheiro ou não”, salientou.

Outro ponto lembrado pelo vice-governador é de que não há interesse por parte do governo estadual em manter estabelecimentos fechados. “O objetivo é salvar vidas. Quando colocamos restrições, o estado é o primeiro que sofre, porque deixamos de arrecadar e de ter recursos para investir. O governador Ronaldo Caiado não quer paralisar a economia nem o comércio. Mas, todos os dias, fazemos esse trabalho de medição, da quantidade de infectados e da ocupação do sistema de saúde. Tudo é feito com base em técnica e ciência, sem achismos”, pontuou. 

Hospitais de Campanha

Para ter condições de atender o maior número de pacientes, o Governo de Goiás tem implantado hospitais de campanha em todo o estado. Além de estruturas temporárias, como as de Águas Lindas e Anápolis, o Estado trabalha com a estadualização de unidades em Formosa, Luziânia, São Luís de Montes Belos, Jataí, Itumbiara e Porangatu, além do Hospital do Servidor, em Goiânia, que está funcionando com atendimento exclusivo aos pacientes com Covid-19. 

A maior parte desses hospitais deve começar a funcionar dentro de 15 dias. Já a unidade de Águas Lindas, construída pelo governo federal, depende da transferência formal da gestão ao Estado para que possa prestar atendimento. 

“A regionalização da saúde sempre foi um dos grandes anseios da população, para que não precisem se deslocar para a capital. Por meio do Goiás de Resultados, temos trabalhado isso, inclusive com a construção das policlínicas, como a de Posse, por exemplo. Deixaremos um legado de atendimento com esses hospitais de campanha também, já que a maior parte deles têm estrutura permanente e vão fortalecer ainda mais a assistência, sobretudo na região do Entorno do Distrito Federal, que sempre foi uma preocupação. Estamos trabalhando para suprir esses desafios”.

Lincoln Tejota, que é coordenador do Programa Goiás de Resultados, mencionou ainda que o comitê continua trabalhando e, diante da pandemia, também tem promovido entregas específicas que atendam a demanda do momento, como a produção de equipamentos de produção individual por encarcerados, destinados a servidores públicos. Já foram produzidos mais de 8 mil jalecos e 30 mil máscaras.

Eleições e coronavírus

Questionado sobre o uso dos recursos do fundo eleitoral para o combate ao coronavírus, Lincoln Tejota, que é presidente estadual do Cidadania, declarou que é totalmente favorável à iniciativa, mas que é preciso que haja fiscalização na aplicação do dinheiro.  “Essa é a principal emergência do momento. A população quer saber hoje de sobreviver, de vencer essa dificuldade, de se sustentar”, opinou.

Ainda sobre as eleições municipais, o vice-governador explicou que há uma tendência de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não adie o pleito desse ano. “Mas, caso haja essa necessidade, vamos precisar de um jogo de cintura muito grande no Congresso Nacional, já que a alteração não é simples e precisa ser feita por meio de emenda constitucional.

Mas não sabemos se vai ter clima para chegarmos em outubro e discutir política. O mal de hoje é vencer o coronavírus e amanhã veremos quais os desafios precisam ser vencidos”, finalizou